segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Não preciso nem argumentar sobre a lambança dos "profetas"... E a encrenca.

"De um lado, segundo os delatores Ricardo Pessoa, Marcelo Odebrecht e Pedro Barusco, o dinheiro roubado da Petrobras bancou as campanhas eleitorais de Dilma, o que seria motivo para impeachment. Adicionalmente, as pedaladas fiscais ocorridas no primeiro mandato de Dilma configurariam crime de responsabilidade fiscal, também motivo para impeachment. E, por se tratar de fatos que envolvem a campanha eleitoral, o então candidato à vice-presidência e atual ocupante do cargo, Michel Temer, também pode ser engolfado pelas denúncias.
Mas não pára por aí: os sucessores diretos da presidente da República — que são o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e o do Senado Federal, Renan Calheiros — também estão envolvidos em inquéritos no STF, e podem ser igualmente derrubados".


 Atual presidente do STF Enrique Ricardo Lewandowski

Ou seja, simplesmente não se sabe quem sobrará inteiro.

"De janeiro de 2010 (primeiro mês após um ano de recessão, que foi 2009) até junho de 2015, a inflação de preços mensurada pelo IPCA é de 43%. Um bem que custava R$ 50.000 no início de 2010 hoje custa R$ 71.421. Isso não é coisa de país sério e desenvolvido".
"Se houver a perspectiva de que o poder de compra da moeda será muito menor do que o poder de compra atual, então esse investimento de longo prazo se torna muito arriscado e incerto.
Se você não tem como prever minimamente quais serão os preços e os custos daqui a alguns anos, qualquer investimento de longo prazo se torna um tiro no escuro".

Fonte aqui: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2155

É um texto bem honesto - leia na íntegra - esse do sítio do mises, mas vale lembrar daquela saudosa carta dos professores da Unifal em apoio a Dilma: http://www.alfenashoje.com.br/noticia.asp?id_noticia=3972

Todo o mundo tem o direito de errar, entendo...

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Estamos encrencados? Ou, economistas encurralados pela nossa desastrada "história"?

"Conceição não comenta.
Mas seu silêncio preocupa mais ainda que as palavras".

Não preciso nem comentar ou escrever um post longo a respeito do que Maria C. Tavares trata ( Ver aqui o texto ) e que ela toma como preocupação agora. 



Psyduck, dos desenhos de Pokémon, se assemelha a um pato amarelo ou ornitorrinco com um olhar vago. Estou pensando neste livro de Francisco de Oliveira, Crítica à razão dualista/O ornitorrinco. São Paulo, Boitempo, 2003. 150 páginas. Por isso peguei a imagem do ornitorrinco.

Enfim, para quem falava ou escrevia "críticas" à economia no passado, estando à margem do poder político do Estado, o silêncio agora faz todo o sentido...


Essa foto do avião foi inspirada após eu ler o texto sobre a entrevista com Wilson Cano. Veja aqui

Apenas alguns comentários:

Na situação que a economista aponta (economia dependente do possível tripé do agronegócio, PAC e  Pré-sal) estamos, na verdade já vínhamos surfando na onda do boom das commodities, caminhando rumo às Vantagens Comparativas de fato. Daí as reeleições de Lula e cia limitada, que anestesiou os pobres e ricos dando-lhes crédito - ver o assombroso caso de amor do BNDES com "beldades" como Eike Batista, por exemplo. No entanto, Joaquim Levy está sóbrio ao afirmar que "o ciclo das commodities acabou" (Ver fonte aqui).

Demos um passo atrás na história e outro para frente em questão de políticas sociais? Não está claro isso nas palavras de Tavares. Mas, nas palavras de Wilson Cano (Ver aqui), estamos na "reprimarização de nossa pauta exportadora". 

Sobre o PAC, o governo tenta sanar seu déficit orçamentário a "todo" o custo após fazer malabarismos com "contabilidade criativa". Então, da onde virão montanhas de dinheiro para o PAC...? Ah... Links com resultados sobre aumentos de impostos no Google . Não sei se é o certo (moralmente não, mas economicamente talvez) confiscar renda de quem produz ou tenta produzir num cenário de recessão... 



Se o agronegócio e o Pré-sal tendem a ser o boom, onde arrumar tecnologias em conta com o câmbio depreciado? Então deve-se abrir as porteiras do curral para o capital estrangeiro? Díficil... Principalmente se você, leitor, for um aguerrido ideológico por Milton Santos (Veja este vídeo, para os preguiçosos na leitura.).

Bom... E toda aquela conversa da esquerda sobre os "malefícios" do agronegócio, por exemplo os latifúndios... (Por exemplo, leia esta obra de Ariovaldo Umbelino.) E aquela "coisa" que os geógrafos aprendem via doutrinação em geografia agrária...?

É... Estamos encrencados!

domingo, 3 de maio de 2015

O problema da "fé" nos partidos. Cegueira ou pensamento caolho?

[...] não existe uma repugnância pela desordem, nem tão pouco uma supervalorização da ordem, mas ambas fazem parte de um processo complexo, dialógico. Esta dialógica realizada entre essas noções do trinômio (ordem-desordem-organização), visam evitar o que Morin (1998, p. 214) chama de “pensamento caolho”.

[...] a organização é a disposição de relações entre componentes ou indivíduos, que produz uma unidade complexa ou sistema, dotada de qualidades desconhecidas ao nível dos componentes ou indivíduos. A organização liga, de modo inter-relacional, elementos ou acontecimentos ou indivíduos diversos que, a partir daí, se tornam os componentes dum todo. Garante solidariedade e solidez relativa a estas ligações, e, portanto garante ao sistema uma certa possibilidade de duração apesar das perturbações aleatórias. Portanto a organização: transforma, produz, liga, mantém (MORIN, 1977, p. 101).

Navegando pela internet, fui checar o que se está passando em Curitiba. Imagens de policiais contendo a desordem realizada pelos professores da rede estadual de ensino vêm a tona, bem como a forma de “ordem” imposta pelo então governador tucano. Eleito recentemente.

Como não conheço a realidade do dia-dia dos docentes desse município ou do estado do Paraná, arrumei uma outra forma de tentar neutralizar a argumentação partidária em cima do que está ocorrendo e que, na minha visão, está passando despercebida.




Para a minha realidade ou, para ser mais preciso, usando o conceito de “território” em geografia, é interessante notar que a “violência” da sociedade, e portanto, do Estado sobre um grupo de pessoas, persiste contra os docentes.  O que muda são os meios para se garantir a tal da “ordem”. E, como tal, não é a educação; ou o contracheque, para ser mais preciso, dos docentes; a prioridade para grande parte da sociedade.




Vejamos como a realidade do Paraná se ajusta em Minas Gerais, independentemente de partido político:

"Tentamos conceder aumento aos servidores, repondo os índices da inflação. A bancada do PT e do PMDB, obviamente por ordem do palácio, votou contra e não permitiu. Lembrando, tentamos (a Assembleia de Minas) aqui votar o aumento para a educação, que sempre foi a bandeira da liderança do PT nesta Casa, que os índices de aumento para a educação fossem os mesmos concedidos pelo governo federal".
"Obviamente toda a comunidade escolar, os professores e servidores, tinham a convicção de que agora, sim, seria o momento desse tema (a pauta da educação) ser aprovado. O PT votou contra nesta Casa. O PT e o PMDB". Fonte: Aqui

Na minha concepção, violência é não deixar o contracheque seguir a lógica do mercado. Assim, erros de sindicatos, planejamento e de economia de governos pressionam os docentes a mudarem seus consumos e hábitos. A alavancagem da disponibilização de cursos de licenciaturas tem, como consequência, despertado grupos de indivíduos contrários da ordem da sociedade e das "leis do mercado". É a ordem na desordem acontecendo e seu inverso... Na já conhecida organização da sociedade brasileira. "Deitada em berço esplêndido" e do "conforto", pelo menos no aspecto cognitivo, não há de sair de modo breve...

Quero encontrar professores e estudantes nas escolas, em boas condições para se realizar bons trabalhos... Isso se chama motivação, ainda que valha, diante de uma grande parcela da sociedade às escuras.




Referências:

MORIN, Edgar. O Método I: A Natureza da Natureza. 2. ed. Lisboa: Publicações Europa América,1977, 363 p.

___________. Ciência com Consciência. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998, 350 p.

sábado, 18 de abril de 2015

A lei da contradição do materialismo histórico se aplica?

A lei da contradição inerente aos fenômenos, ou lei da unidade dos contrários, é a lei fundamental da dialética materialista. Lenine dizia:
"No sentido próprio, a dialética é o estudo da contradição na própria essência dos fenômenos." (Lenine, s. d)




Maravilhas da internet... E quando a contradição está no próprio sujeito ou, na melhor das hipóteses, no partido? Talvez Marx estivesse trafegando entre o imaginário e o real... E seu discurso, dessa forma, é suporte para o desenvolvimento de doenças mentais. O "pesquisador" fica doente com coisas assim, tão contraditórias, e acaba se distanciando do real após longos estudos das teses marxistas... 

Antônio Gramsci vai além disso e foca sua análise na transformação da super-estrutura, de modo lento e gradativo. É no pensamento do sujeito, segundo o autor, que a revolução pode ocorrer de maneira “oculta”. Não é a toa que há mais livros marxistas no mercado e, até, distribuídos gratuitamente...

Afinal de contas, a realidade tem demonstrado que está havendo melhorias sociais, como a subida dos salários, e não a exploração até o limite dos proletários... Como se os capitalistas, donos dos meios de produção, fossem seres das trevas a serem combatidos.


Tire suas conclusões...

Lenine: "Notas sobre o livro de Hegel Lições de História da Filosofia", Tomo I, "Escola dos Eleatas", em "Resumo do Livro de Hegel Lições da História da Filosofia".

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Um humor para quebrar tantos desgostos. Espero que goste.

"Disney vai retomar os desenhos DuckTales"

Produtores dos desenhos da Disney estiveram no Brasil para entrevistar políticos, empresários e a população em geral para compreender como funciona a geração de riqueza no país.
Com o intuito de resgatar a moralidade do Tio Patinhas, Money e Custom, produtores e desenhistas das histórias, foram até o palácio do planalto, dos bandeirantes e na prefeitura de São Paulo. 


Durante as entrevistas e viagens, descobriram que terão de reformular as histórias. Serão criados os municípios de "Poço Afundado" e "Aliança Real", além de mais três personagens.
Os produtores não revelaram mais informações sobre a nova história, mas deixaram escapar que se sentiram inspirados após ver a "simplicidade" como é gerada a riqueza no país. Assim, as histórias atenderão às exigências cognitivas de crianças dos Estados Unidos sobre o assunto.


Fonte: https://wikileaks.org na Deep Web.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Luta do século - Keynes x Hayek


"Algo totalmente fiel à realidade: vários estudantes estão dizendo que mandaram esse vídeo para seus professores de economia, os quais responderam que, antes de verem o vídeo, nunca tinham ouvido falar de Hayek. Enfatizo: professores de economia".


http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=669 Esse sítio explica bem as ideias do clipe e as dos autores em questão.

Vídeo 1 (Luta do século - Keynes x Hayek): https://www.youtube.com/watch?v=u0ypw6MXbpc




Vídeo 2 (Luta do século - Keynes x Hayek, segundo round): https://www.youtube.com/watch?v=eLghyNKnDbQ



domingo, 4 de janeiro de 2015

Breves comentários sobre o II PND...



Breves comentários sobre o II PND, a "falência" do modelo econômico do “milagre econômico” e quais heranças foram deixadas para os governos posteriores e para a sociedade brasileira.

            Diante de gigantescos empréstimos externos concedidos ao Brasil e à crise do primeiro choque do petróleo, o governo evitou fazer sintonia com a recessão mundial e implementou o II PND, tal qual ele havia sido planejado (Tavares e Assis, 1986).
            Os investimentos internos propostos por esse programa geraram uma descontinuidade de demanda por recursos do setor público para o setor privado, através da justificativa de reforçar equipamentos e serviços especializados de engenharia de projetos. A ideia era que o crescimento do investimento público crescesse indefinidamente, descolado do seu próprio mercado. No exemplo, Tavares e Assis (1986) menciona Itaipú, apontando que o objetivo era construir vários do tipo e porte, independente da demanda interna por energia, a isso se conclui investimentos à capacidade ociosa aos megaprojetos do governo.
O Ministro Simonsen não avaliou corretamente o desarranjo macroeconômico, de inflação, choque de oferta e regime cambial, não ponderou com precisão os ambientes externo e interno, o que viria a prejudicar toda a política econômica da década de 80.
O erro do II PND foi, diante de todas as variáveis macroeconômicas e microeconômicas, o fato de não se adotar uma mudança estrutural ao capitalismo interno, porque seria arriscado contratar mais fluxos de capitais externos, que estavam muito voláteis à época. Possivelmente, a avaliação era de que seria necessário desvalorizar o câmbio para gerar saldo comercial positivo e, para não incentivar a inflação, implantar políticas fiscais e monetárias contracionistas, de forma tradicional, com gastos públicos reduzidos e juros altos.
De acordo com essa análise, a gestão deveria ser marcada por um ajuste econômico e não por um financiamento público, em prol do crescimento-endividamento, uma vez que naquele contexto existiam argumentos técnicos suficientes para visualizar a dramaticidade do cenário internacional. Portanto, era preciso ser cauteloso. Mas, a equipe econômica não percebeu o macroambiente ou, se o fizera, se arriscou mais do que a prudência recomendaria.
O país cresceu, porém se endividou muito. Ao analisar criteriosamente os argumentos de Tavares e Assis (1986), é notório que os planejamentos se apresentam sensatos e consistentes, que são respeitados e admirados. A conclusão que possui peso mais relevante na avaliação final de todo o II PND é aquela que elogiou o empreendedorismo da gestão de Simonsen. Afinal de contas, era preciso legitimar o regime pelo viés e sucesso econômico, vindo ao fracasso após a recessão econômica mundial. Assim, se construiu uma dívida externa que pressiona as contas públicas até neste início de terceiro milênio. Porém, a capacidade ociosa herdada do período militar hoje está beirando à exaustão.


O Brasil tinha um evidente Plano de Desenvolvimento obstinado a leva-lo à modernização. Lamentavelmente, não deu certo devido às contingências internacionais que, objetivamente, levaram-no a adotar algumas das ideias das "políticas neoliberais" para remediar sua dívida vultosa junto ao Fundo Monetário Internacional.

Referências

Tavares, M. C. e Assis, J. C. O GRANDE SALTO PARA O CAOS. Rio de Janeiro, Editora Zahar, 1986.